Com petróleo em alta, países produtores comemoram acordo para diminuir produção

Os estados-membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) comemoram o acordo fechado ontem (30), na Áustria, durante a 171ª reunião da entidade, classificando-o como um “compromisso com um mercado petrolífero estável e equilibrado, com preços a níveis adequados tanto para os produtores como para os consumidores”.

O acordo entrará em vigor em 1º de janeiro de 2017 e, conforme acertado, os membros da Opep reduzirão a extração diária de petróleo, conjuntamente, em 1,2 milhão de barris. O pacto será renovável a cada seis meses. Embora os participantes não falem explicitamente, a redução da oferta do produto é uma forma de forçar a alta global dos preços da commodity.

Atualmente, os países-membros da Opep são: Argélia, Angola, Equador, Irã, Iraque, Kuwait, Líbia, Nigéria, Gabão, Indonésia, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Venezuela. A necessidade do apoio de países não-membros levou a organização a aprovar a criação de instâncias oficiais de contato com representantes de países que não pertencem ao grupo, como o Brasil, onde o acordo para redução na produção de petróleo ganhou pouca atenção até o momento.

Procurada pela Agência Brasil, a Petrobras disse apenas que não mudará sua estratégia de produção, prevista no Plano de Negócios e Gestão. E o Ministério de Minas e Energia se limitou a informar que o governo brasileiro não interfere no ritmo de produção das empresas petrolíferas instaladas no país. Em outubro, o secretário nacional do Petróleo, Márcio Félix, representou o Brasil como convidado de uma reunião da Opep e disse que o país era contrário à diminuição da produção.

Da Agência Brasil

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