Brasil Já Soma 120 Casos Confirmados De Febre Amarela

O Brasil já soma 120 casos confirmados de febre amarela, incluindo 47 mortes, segundo balanços atualizados do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais de Saúde de MG e SP divulgados nesta segunda (30). O número representa um aumento de 19% em relação aos últimos dados disponíveis, de sexta-feira (27), que apontavam 101 casos confirmados.
FEBRE AMARELA EM 2017 – Por local provável de infecção*
Até agora, quatro Estados registram casos suspeitos ou confirmados da doença: Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e São Paulo. Na última semana, Goiás e Distrito Federal chegaram a notificar nove casos suspeitos, mas as ocorrências foram descartadas para febre amarela após exames.
Em São Paulo, novos dados divulgados pela pasta mostram que subiu para seis o número de mortes confirmadas por febre amarela no Estado. Quatro delas, porém, são de pacientes que adquiriram a doença em Minas Gerais. Há em análise ainda 17 casos de pessoas que foram ou estão sendo tratadas por suspeita de febre amarela no Estado, mas apenas quatro são do interior de SP –as demais são de Minas, Pará e Amazonas.
Apesar do forte aumento de casos, todos os registros ainda são de febre amarela silvestre, doença transmitida por um ciclo que envolve macacos e mosquitos presentes nas áreas rurais, como o Haemagogus –que, por sua vez, podem transmitir o vírus a pessoas não vacinadas. Não há registro da versão urbana da doença desde 1942.
SÉRIE HISTÓRICA
O surto de 2017 já é o maior da série histórica, divulgada pelo Ministério da Saúde desde 1980. O pico anterior havia ocorrido em 2000, com 85 casos registrados. O avanço recente de casos acendeu um alerta entre autoridades de saúde e levou à adoção de medidas urgentes de controle, como a intensificação da vacinação. Ao todo, já foram enviadas 7,5 milhões de doses extras da vacina para Estados onde há casos suspeitos da doença e áreas próximas. Nos demais, a proteção é indicada em duas doses para pessoas que vivem ou planejam viajar para áreas de recomendação da vacina no país. A imunização não é indicada para gestantes, mulheres que estejam amamentando crianças com até seis meses e pessoas com baixa imunidade (como pacientes em tratamento com quimioterapia, por exemplo).
Da Agência Brasil
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