'‘Meu pai não está aqui para se defender’', diz filho de Eduardo Campos sobre investigações

Entrevistado no programa Resenha Política, João Campos, filho do ex-governador Eduardo Campos e chefe de gabinete do atual governador de Pernambuco, Paulo Câmara, ambos do PSB, ressaltou a confiança na conduta do pai diante das investigações da Operação Turbulência e da Operação Lava Jato, que apontaram suspeitas de corrupção no governo dele.

“Eu tenho a consciência muito tranquila da vida que meu pai levou, do que ele construiu aqui em Pernambuco”, disse João Campos. “Foi uma pessoa que nunca mudou o padrão de vida, sempre viveu na mesma casa, construiu a família de maneira sólida. Meu pai não está aqui para se defender, mas, se estivesse, faria isso com maestria.”

Citando o currículo de Eduardo, que foi deputado federal, ministro no primeiro governo Lula (PT) e governador por duas vezes, o elogiou: “Onde ele passou conseguiu mudar a vida de muita gente”.

A Operação Turbulência foi deflagrada pela Polícia Federal em junho do ano passado prender empresários acusados de operar um esquema de lavagem de dinheiro e desvio de verbas públicas que supostamente teria abastecido campanhas de Eduardo Campos em 2010, à reeleição em Pernambuco, e 2014, à presidência. As investigações foram iniciadas para descobrir quem seria o verdadeiro dono do avião usado pelo socialista na campanha presidencial de 2014, quando morreu na queda da aeronave.

Sobre a morte do pai, João afirmou: “Foi um dia de muita tristeza para a nossa família, para todo o estado de Pernambuco, para o nosso partido. Não foi fácil enfrentar aquela tragédia, ainda mais para a pessoa que era a sua base”. O filho de Eduardo Campos disse ainda sentir orgulho do pai. “Eu sinto muito orgulho de ter essa história em mim. A responsabilidade de ser filho de Eduardo não é só minha, eu divido com os companheiros de partido, de governo.”

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